Você não quis ver meus olhos inchados.Você não quis ver meu corpo esguio de sofrimento.Você não quis ver minhas olheiras de sono ausente.
Eu te perdoo.E te perdoaria tantas vezes pra economizar teu sofrimento.Morreria tantas vezes pra economizar tua morte.
Então queres a minha tranquilidade?Então desejas a minha calmaria ?
Passei o tempo inteiro tentando respeitar teu espaço, como povoá-lo então após tua partida?
Em qual esquina encontrarei calmaria?
Em que degrau da escadaria estará minha tranquilidade?
Por acaso em alguma distracção sexual?Um embotamento alcoólico?Um corte profundo na veia aorta?
Humilho-me ao invés de aguardar.
Cometi impulsos , impurezas e fantasias de homicidas.Quem não as teve?
Tentaria ser discreta com minha dor , mas não tenho a menor coragem de discordar da minha natureza.A minha natureza me açoita.A minha natureza me afoga (com lágrimas).Devolveria fácil meu corpo a ela, para reanimá-la sobre outra forma .Mas parece que ela não aceita devolução, se o defeito for advindo de mal uso.Não devolve o dinheiro.
Não me curo o suficiente.Tua partida , mesmo quando antiga, será sempre recente.
O teu cheiro ainda está no meu colo, e tento tirar fazendo lavagens ácidas internas.Raspo com pedra-pomes os teus resquícios no meu ventre.Não sai.
Nada me obedece.
Não tenho autoridade com tuas marcas.
Não tenho voz ativa com tuas marcas.
Zombam de mim.
Tuas marcas zombam de mim.
Teu cheiro zomba de mim.
Teu sorriso zomba de mim.
O veneno mais forte zomba de mim...
Quem de nós duas é a mais voluptuosa?...e quem de nós duas a mais sapiente?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Vivendo um dia de cada vez.Tentando realizar um up grade na minha vida.A falta dele ainda é insuportável, mas posso dizer que estou melhor do que semana passada.
Amanhã tentarei uma consulta com um psicólogo na UFRJ, orientado pelo psiquiatra no qual me consultei semana passada.E já não procuro ajuda pela a tristeza que é forte ainda.E sim pra tentar entender meus mecanismos passionais.
Deposito toda capacidade de ser feliz no outro...e isso nunca me fez bem.Quando acaba , eu acabo junto.Desejo a morte rápida e eficaz.
Quero aprender a independência amorosa.A capacidade de ser feliz sem a necessidade de ter sempre alguém do lado.Não quero virar uma pessoa egoísta e auto-suficiente.Mas apenas aprender que nem sempre as coisas darão certo.Aprender a duvidar do outro, desconfiar , e não acreditar cegamente em palavras bonitas e promessas feitas.
às vezes , num momento do dia consigo estar feliz e acreditando que tudo dará certo.Mas volta e meia (Mais volta do que meia) me entrego ao choro desesperado que a falta dele me traz.
Não quero mais chorar...Não quero mais me desfazer em lágrimas.Quero que ele seja feliz mesmo longe de mim...Quero ser feliz mesmo longe dele.
Ai querido, não sei mesmo como agir....Não sei como ficar tranquila.É difícil compreender?
Será que é dificil entender que me faz mal a tua ausência gritante...eu gostaria de um abraço apenas.E isso não aumentara minhas esperanças que não passam de urubus pintados de verde.De onde tirou tanta insensibilidade querido?Que tamanha coragem é essa de me ferir ?Não gostaria de me afastar ...não mesmo.
E a cada dia entendo menos...só penso na possibilidade de ter feito algum mal, pra estar tão duro comigo.Apenas gostaria de olhar os olhos de quem amo , independentemente de tudo.Pra quê queres me fazer sofrer tanto com tua ausência.Isso suga toda minha energia...Me arrefece o espírito...
Amanhã tentarei uma consulta com um psicólogo na UFRJ, orientado pelo psiquiatra no qual me consultei semana passada.E já não procuro ajuda pela a tristeza que é forte ainda.E sim pra tentar entender meus mecanismos passionais.
Deposito toda capacidade de ser feliz no outro...e isso nunca me fez bem.Quando acaba , eu acabo junto.Desejo a morte rápida e eficaz.
Quero aprender a independência amorosa.A capacidade de ser feliz sem a necessidade de ter sempre alguém do lado.Não quero virar uma pessoa egoísta e auto-suficiente.Mas apenas aprender que nem sempre as coisas darão certo.Aprender a duvidar do outro, desconfiar , e não acreditar cegamente em palavras bonitas e promessas feitas.
às vezes , num momento do dia consigo estar feliz e acreditando que tudo dará certo.Mas volta e meia (Mais volta do que meia) me entrego ao choro desesperado que a falta dele me traz.
Não quero mais chorar...Não quero mais me desfazer em lágrimas.Quero que ele seja feliz mesmo longe de mim...Quero ser feliz mesmo longe dele.
Ai querido, não sei mesmo como agir....Não sei como ficar tranquila.É difícil compreender?
Será que é dificil entender que me faz mal a tua ausência gritante...eu gostaria de um abraço apenas.E isso não aumentara minhas esperanças que não passam de urubus pintados de verde.De onde tirou tanta insensibilidade querido?Que tamanha coragem é essa de me ferir ?Não gostaria de me afastar ...não mesmo.
E a cada dia entendo menos...só penso na possibilidade de ter feito algum mal, pra estar tão duro comigo.Apenas gostaria de olhar os olhos de quem amo , independentemente de tudo.Pra quê queres me fazer sofrer tanto com tua ausência.Isso suga toda minha energia...Me arrefece o espírito...
Um Poema por dia...
Vim parir meu poema diário.
Meu poema nascido da dor de um amor mal acabado
Da saudade intrigante do moço cigano.
Do arrefecimento do corpo indecifrável
Ai cigano volta
Minha vida sem a tua tá tão mole
Tá sem a cor diamante de antes
Tá sem cerne, sem essência, sem costume
Vida solta á pairar
Não sei querido , não sei.
Está tudo desarrumado sim...
Tudo com cor de cinza pastel
Então não voltarás?
Não dividirá mais o teu corpo comigo?
Não dividirás os teus dias comigo?
Não dividirás os teus infernos comigo?
Eu ainda te espero , é o que digo
Com a mesma flor na mão
O mesmo laço de fita
O mesmo perfume
A esperar que retorne a tua casa
que é meu corpo
A esperar que volte ao teu reino que é
meu coração...
A esperar que tu retones ao teu altar sagrado
que é minha alma.
Retorna a mim, eu te imploro.
Meu poema nascido da dor de um amor mal acabado
Da saudade intrigante do moço cigano.
Do arrefecimento do corpo indecifrável
Ai cigano volta
Minha vida sem a tua tá tão mole
Tá sem a cor diamante de antes
Tá sem cerne, sem essência, sem costume
Vida solta á pairar
Não sei querido , não sei.
Está tudo desarrumado sim...
Tudo com cor de cinza pastel
Então não voltarás?
Não dividirá mais o teu corpo comigo?
Não dividirás os teus dias comigo?
Não dividirás os teus infernos comigo?
Eu ainda te espero , é o que digo
Com a mesma flor na mão
O mesmo laço de fita
O mesmo perfume
A esperar que retorne a tua casa
que é meu corpo
A esperar que volte ao teu reino que é
meu coração...
A esperar que tu retones ao teu altar sagrado
que é minha alma.
Retorna a mim, eu te imploro.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Amnésia
Vou sorrir pra esquecer que sofro.
Esquecerei das tuas feições
olhando pras minhas tão imperfeitas,
mas que um dia tu chamaste de belas.
Vou beber pra esquecer que te amei ( e que ainda te amo).
Esquecerei dos teus vicios fazendo brindes com licores coloridos.
Vou à procura de novos liquidos,
pra esquecer que os teus correram em mim.
Esquecerei de teu sangue branco ,
banhando as minhas partes íntimas com perfumes indianos.
Vou te escrever um poema por dia para esquecer que me inspiravas.
Esquecerei de tuas palavras precisas e cativas,
ferindo as mãos com canetas assassinas.
Pintarei meus olhos pra esquecer que eram teus.
Esquecerei das visões que tu tivestes ,
cegando-me com tintas venenosas.
Vou me dopar pra esquecer que dormi ao teu lado.
Esquecerei do teu corpo roçando o meu.
me entupindo de narcóticos verdejantes...
Vou viver pra esquecer que morri
Esquecerei que me mataste dentro de ti,
vivendo uma porção de vidas que inventei...
Vou meditar pra esquecer que sambei.
Esquecerei dos teus sambas tão encantadores,
escutando mantras diabólicos.
Vou sofrer pra esquecer que sorri.
Esquecerei de meus risos antigos
Sofrendo por amores futuros.
Vou fazer qualquer coisa, pra esquecer de todas as coisas...
Esquecerei das tuas feições
olhando pras minhas tão imperfeitas,
mas que um dia tu chamaste de belas.
Vou beber pra esquecer que te amei ( e que ainda te amo).
Esquecerei dos teus vicios fazendo brindes com licores coloridos.
Vou à procura de novos liquidos,
pra esquecer que os teus correram em mim.
Esquecerei de teu sangue branco ,
banhando as minhas partes íntimas com perfumes indianos.
Vou te escrever um poema por dia para esquecer que me inspiravas.
Esquecerei de tuas palavras precisas e cativas,
ferindo as mãos com canetas assassinas.
Pintarei meus olhos pra esquecer que eram teus.
Esquecerei das visões que tu tivestes ,
cegando-me com tintas venenosas.
Vou me dopar pra esquecer que dormi ao teu lado.
Esquecerei do teu corpo roçando o meu.
me entupindo de narcóticos verdejantes...
Vou viver pra esquecer que morri
Esquecerei que me mataste dentro de ti,
vivendo uma porção de vidas que inventei...
Vou meditar pra esquecer que sambei.
Esquecerei dos teus sambas tão encantadores,
escutando mantras diabólicos.
Vou sofrer pra esquecer que sorri.
Esquecerei de meus risos antigos
Sofrendo por amores futuros.
Vou fazer qualquer coisa, pra esquecer de todas as coisas...
domingo, 31 de janeiro de 2010
Quem vem?
Eu queria era que você tivesse aqui
Mas você não tá.
Procurei nos arredores da praça e não te achei.
Procurei nos bares malditos e não te achei.
Procurei na feira de domingo e não te achei.
Por que não apareces?
Teu sorriso não é achado por mim em nenhuma boca indiscreta
Tua cicatriz não é achada por mim em nenhum olho roxo marginal
Teu cheiro não é achado por mim em nenhum jardim babilônico.
O que houve?
Fico sem entendimento das coisas vãs...
Fico sem entendimento de posições sexuais agradáveis
Fico sem entendimento das alegrias fugidias decrescentes
Fico sem entendimento da tua ausência "machucativa".
Tu não apareces...
Tu não aparecerás...
E eu colho todas as tuas marcas que restaram no chão.
Um cartão de amor , um chapéu , uma poesia...
Mas você não tá.
Procurei nos arredores da praça e não te achei.
Procurei nos bares malditos e não te achei.
Procurei na feira de domingo e não te achei.
Por que não apareces?
Teu sorriso não é achado por mim em nenhuma boca indiscreta
Tua cicatriz não é achada por mim em nenhum olho roxo marginal
Teu cheiro não é achado por mim em nenhum jardim babilônico.
O que houve?
Fico sem entendimento das coisas vãs...
Fico sem entendimento de posições sexuais agradáveis
Fico sem entendimento das alegrias fugidias decrescentes
Fico sem entendimento da tua ausência "machucativa".
Tu não apareces...
Tu não aparecerás...
E eu colho todas as tuas marcas que restaram no chão.
Um cartão de amor , um chapéu , uma poesia...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Em que posso te ajudar?

"Encaminho a paciente Letícia ao tratamento de pscoterapia (urgente)".Era o que dizia o papel que a psquiatra me deu ao sair do consultório.Junto a isso um medicamento controlado para me fazer dormir melhor.
Entrei já afogada em lágrimas.Aguardar na antesala a consulta psiquiatrica era mais triste do que eu pensava.Lembrava de tudo, de todas as coisas boas que vivi com ele.Lembrei-me até de seu inclinamento para a psicologia.
-Em que posso te ajudar?, disse ela assim que entrei.
-Sinceramente , não sei.
-Por que está chorando tanto?
Contei toda a história trágica de meu término com L.
-Você se considera intensa?Suas relações com pessoas próximas são intensas?8 ou 80?,inquiriu ela.
-Acho que sim.
-Você tem amigos?
-Sim ,tenho.
-E eles estao te ajudando nessa fase dificil?
-Sim , muito.
-Já usou drogas?
-Maconha, poucas vezes.
-Bebidas alcólicas?
-Estou bebendo há mais de uma semana sem parar.
-Já tentou o suicídio?
-Não tenho corajem.
-Mas já passou pela sua cabeça?
-Inúmeras vezes.
-Estás conseguindo dormir?
-Não.Acordo muitas vezes durante a noite?
-Está comendo normalmente?
-Esqueço-me de comer.Ontem passei o dia inteiro com 3 bolachas cream cracker e uma garrafa de vinho sêco.Hoje de manhã consegui comer um sanduíche de queijo minas.
-O que faz quando se sente muito triste?
-Chóro, e quando estou sozinha...
Levantei minha blusa e mostrei meu ventre com todos os cortes, ela olhou e anotou.
-Você já se cortou outras vezses Letícia?
-Sim, quando adolescente e me sentia sozinha.
-Você sabe me dizer por que se corta.
-Não com precisão.Depois a tristeza passa e eu me sinto uma idiota.Me olho no espelho e vejo meu ventre avermelhado por conta das incisões e volto a chorar de arrependimento.Mas nessas horas de tristeza intensa, eu chêgo a ter raiva de mim.A me sentir inútil.Me corto pra ver meu sangue.Pra me castigar.
-Há quanto tempo ele terminou com você Letícia?
-Há pouco mais de uma semana.
-Você acha que se ele tivesse com você, tudo estaria nos eixos?Ou por acaso existe um outro motivo pra você se entristecer.
-Posso dizer que nunca fui equilibrada.Sempre fui intensa no que sentia.Principalmente no que tange as relações amorosas.Eu me lanço , e confio no outro toda a minha felicidade.E quando acaba...me acabo junto.O L. me dava alegria, motivos de sobra pra ser feliz.Ele coloria a minha vida.Dizia que me amava.Pela primeira vez me senti amada de verdade, correspondida.E por isso me desespero agora.Das outras vezes sofria por que não era correspondida.Mas desta vez vivi uma historia linda , que tinha tudo pra dar certo (ao menos era o que me parecia ).E agora que acabou...não sei o que fazer ...que rumo tomar...que decisao tomar.E por isso vim aqui.Pra que eu volte a ter uma vida normal.Não consigo parar de chorar o dia inteiro.Não consigo parar de beber...Estou desesperada.
(...)
- Letícia,embora você apresente sintomas de depressão, ainda é cedo pra eu te diagnosticar, pois todas essas reações que você apresenta quanto ao término de um namoro que era muito importante pra você não são atípicas, assim como eu tambem não posso dizer que é perfeitamente normal.Eu mesma já fiz tudo isso quando terminei um namoro há certo tempo atras.Ainda está recente o que aconteceu com você.Porém, eu tambem não posso ignorar a possibilidade de uma depressão, pois você apresenta grande parte dos sintomas.Vou te prescrever um medicamento , e preciso que você procure um tratamento de psicoterapia.É muito importante que você faça isso urgentemente.Se você procurar em faculdades você consegue um atendimento gratuito.Preciso que você remarque a consulta comigo daqui a duas semanas.E é importante que você comece a tomar o medicamento o mais rapido possivel.E que você de forma alguma consuma bebidas alcólicas.O medicamento vai te ajudar a controlar a ansiedade, vai te fazer dormir.Vou te dar um telefone, pra se caso passar pela sua cabeça de fazer uma besteira.Ficou claro ?
-Sim.
-Aqui está , o encaminhamento a psicoterapia, o medicamento e o atestado.Melhoras.
-Obrigada.
Saí do consultório chorando ainda mais.Voltei pra casa.Pedi a minha mãe que comprasse o remedio.Estava sem dinheiro e pedi que comprasse no cartão.
-Que remédio?
-É um calmante que a médica me receitou.
-Calmante?Mas o que foi minha filha.Você tá estressada?
-Sim.Não estou conseguindo dormir.
-Eu não sabia disso Letícia.Se você me dissesse eu te daria algus chás.
-Mãe é importante que eu tome este calmante.Foi o que ela me disse.Compre por favor e no proximo mes te dou o dinheiro.
-Tá bem ...é por causa do..
-Não mãe.É por causa de mim.
-Tudo bem minha filha, mas cuidado com calmantes , eles viciam.Me dá a receita que eu vou lá comprar.
Depois disso minha mãe subia até meu quarto de 20 em 20 minutos pra me oferecer algo pra comer.E eu me negando.Não tinha estomago pra nada.
Finalmente fui dormir.Ainda com lágrimas nos olhos, lembranças não desfeitas...e a esperança de que tudo vai ficar bem.
Do outro lado da rua
Lavei-me inteira e interna.
Escutei o seu disco preferido
Lembrei-me do teu sorriso.
Enquanto você do outro lado da rua
colhia margaridas murchas
Fiz a cama
Me enrolei nos mesmo lençois
Arranhei a pele pra me vingar da saudade
Enquanto você do outro lado da rua mendigava moedas
Degustei sementes de linhaça
por que lembrei-me sobre seu discurso para um digestão saudável
Alonguei-me
Enquanto você do outro lado da rua pedia uma porção de fritas
Te chamei pelo nome inumeras vezes
Em alto e bom tom,
Dançando no cume de uma torre
Enquanto você do outro lado da rua , escutava Billi Holliday
Por fim, tentei chamar á tua atenção
Doando meus rins a tua genitora
E cuidando daquelas feridas.
Mas você do outro lado da rua
Me fez um gesto sutil e se foi
Com uma de suas concubinas
Me mudei para o outro lado da rua
Pra aguardar teu retorno
Imersa em cores que gostas
Fragrante, esperançosa.
Ainda voltarás?
*Escrito há 4 meses atrás , porém perdido,e achado no dia de hoje.
Escutei o seu disco preferido
Lembrei-me do teu sorriso.
Enquanto você do outro lado da rua
colhia margaridas murchas
Fiz a cama
Me enrolei nos mesmo lençois
Arranhei a pele pra me vingar da saudade
Enquanto você do outro lado da rua mendigava moedas
Degustei sementes de linhaça
por que lembrei-me sobre seu discurso para um digestão saudável
Alonguei-me
Enquanto você do outro lado da rua pedia uma porção de fritas
Te chamei pelo nome inumeras vezes
Em alto e bom tom,
Dançando no cume de uma torre
Enquanto você do outro lado da rua , escutava Billi Holliday
Por fim, tentei chamar á tua atenção
Doando meus rins a tua genitora
E cuidando daquelas feridas.
Mas você do outro lado da rua
Me fez um gesto sutil e se foi
Com uma de suas concubinas
Me mudei para o outro lado da rua
Pra aguardar teu retorno
Imersa em cores que gostas
Fragrante, esperançosa.
Ainda voltarás?
*Escrito há 4 meses atrás , porém perdido,e achado no dia de hoje.
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