Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos...
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não despreze a meditação doméstica.
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofia
cozinhando, costurando
e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
Quem de nós duas é a mais voluptuosa?...e quem de nós duas a mais sapiente?
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Da chegada do amor
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.
domingo, 30 de novembro de 2008
Chega de Mallu Magalhães
O negócio é escrever com sinceridade (algo que muitas vezes incomoda as pessoas), discutir com argumentos sólidos, sem cair na vala comum dos clichês emburrecedores e não ter receio de emitir minhas opiniões.
Sim, eu sei que isso anda meio fora de moda neste País envolto pela névoa do bundamolismo, onde tudo é "genial", onde fatos medíocres são transformados em notícias relevantes - o que interessa saber que um ex-BBB foi visto comendo um pastel de palmito na beira da praia? - e onde a tendência é pensar bem pequenininho para não desagradar a massa com baba elástica e bovina escorrendo pela boca (obrigado, Nelson Rodrigues!).
E para começar, nada melhor que abordar o desequilíbrio que existe hoje entre a relevância artística e a atenção dada pela mídia. E nada pode ser mais emblemático disso que a absurda e totalmente desproporcional paparicação em torno de uma menina que mal saiu de seus dezesseis anos. É, é ela mesma. Estou me referindo a Mallu Magalhães. São incontáveis os exemplos de babação de ovo explícita em cima de uma garota cujo grande atrativo está no fato de gostar de Johnny Cash e Neil Young quando deveria estar curtindo, sei lá, metal gótico cafona, emos chorões e discos empoeirados do Raul Seixas e Legião Urbana. Tudo aconteceu cedo demais a ela.
Tudo bem, ela tem lá seu carisma, mas suas apresentações emanam uma vibração meio amadora, de quem ainda tem muito chão pela frente antes de merecer a alcunha de "artista". Seus shows - agora, no auge do hype, sempre lotados - não trazem uma platéia ávida por ouvir boas canções, algo que a menina ainda não tem, mas sim um bando de gente que quer fazer parte de uma "tchurma mudérna", como se a visão de uma garota empunhando um violão em cima do palco fosse um passaporte para a modernidade. E de nada ajuda o fato de o cenário musical indie/pop/rock brazuca, salvo raras exceções, ser mais fraco que café de orfanato, com uma grande quantidade de cantores, cantoras e instrumentistas fraquíssimos, incensados por críticos surdos - para dizer o mínimo. Cadê o Cansei de Ser Sexxy? Cadê o Bonde do Role? Pois é, né?
Torço para que ela não seja vítima do imediatismo carniceiro, que exige que um artista estoure logo em seu primeiro trabalho. E olha que nem estou me referindo às gravadoras (instituições mais que falidas), mas ao próprio público em geral. A continuar do jeito que está, logo Mallu será convocada para dar suas opiniões a respeito do desmatamento da Amazônia, da reprise da novela Pantanal e sobre Caetano Veloso. E aí vai acontecer a "síndrome da superexposição", doença que matou a carreira de muita gente no passado, que não soube escolher a hora de certa de sair dos holofotes vorazes da mídia, como Jorge Benjor e o Ultraje a Rigor. Sem contar o risco de ter uma adolescência equivocada, já que tudo o que ela faz se torna notícia.
Teve critico aí - leia-se "Lúcio Ribeiro" - que chegou a fazer estardalhaço em cima de um tal Overcoming Folk Trio (se não me falha a já carcomida memória), um projeto que reuniria Mallu, mais o vocalista Helio Flanders, do chatíssimo - e injustamente cultuado por meia dúzia de descerebrados - grupo Vanguart, mais o baixista do Forgotten Boys, como se fosse o marco zero do surgimento de um supergrupo! E tudo não passava apenas de uma brincadeira de três moleques tocando versões toscas de Bob Dylan, Neil Young e Tom Waits! Pô, faça-me o favor!
De certa forma, Mallu e seu pai/empresário tomaram atitudes pertinentes, como chamar o produtor Mario Caldato Jr. (que fez fama a partir de seu trabalho com os Beastie Boys) para dar uma lapidada nas canções bastante cruas da menina. Ainda não ouvi todas as faixas do disco, mas algumas delas trazem sim um avanço em relação às tosqueiras que ela vinha apresentando até então. Sim, ela está crescendo. E tomara que aí esteja o segredo do alto potencial pop de seu futuro. Você pode achar que sou um cara que nada contra a corrente, mas, por enquanto, ela é apenas uma menina exótica com um gosto musical acima da média.
Sim, eu sei que isso anda meio fora de moda neste País envolto pela névoa do bundamolismo, onde tudo é "genial", onde fatos medíocres são transformados em notícias relevantes - o que interessa saber que um ex-BBB foi visto comendo um pastel de palmito na beira da praia? - e onde a tendência é pensar bem pequenininho para não desagradar a massa com baba elástica e bovina escorrendo pela boca (obrigado, Nelson Rodrigues!).
E para começar, nada melhor que abordar o desequilíbrio que existe hoje entre a relevância artística e a atenção dada pela mídia. E nada pode ser mais emblemático disso que a absurda e totalmente desproporcional paparicação em torno de uma menina que mal saiu de seus dezesseis anos. É, é ela mesma. Estou me referindo a Mallu Magalhães. São incontáveis os exemplos de babação de ovo explícita em cima de uma garota cujo grande atrativo está no fato de gostar de Johnny Cash e Neil Young quando deveria estar curtindo, sei lá, metal gótico cafona, emos chorões e discos empoeirados do Raul Seixas e Legião Urbana. Tudo aconteceu cedo demais a ela.
Tudo bem, ela tem lá seu carisma, mas suas apresentações emanam uma vibração meio amadora, de quem ainda tem muito chão pela frente antes de merecer a alcunha de "artista". Seus shows - agora, no auge do hype, sempre lotados - não trazem uma platéia ávida por ouvir boas canções, algo que a menina ainda não tem, mas sim um bando de gente que quer fazer parte de uma "tchurma mudérna", como se a visão de uma garota empunhando um violão em cima do palco fosse um passaporte para a modernidade. E de nada ajuda o fato de o cenário musical indie/pop/rock brazuca, salvo raras exceções, ser mais fraco que café de orfanato, com uma grande quantidade de cantores, cantoras e instrumentistas fraquíssimos, incensados por críticos surdos - para dizer o mínimo. Cadê o Cansei de Ser Sexxy? Cadê o Bonde do Role? Pois é, né?
Torço para que ela não seja vítima do imediatismo carniceiro, que exige que um artista estoure logo em seu primeiro trabalho. E olha que nem estou me referindo às gravadoras (instituições mais que falidas), mas ao próprio público em geral. A continuar do jeito que está, logo Mallu será convocada para dar suas opiniões a respeito do desmatamento da Amazônia, da reprise da novela Pantanal e sobre Caetano Veloso. E aí vai acontecer a "síndrome da superexposição", doença que matou a carreira de muita gente no passado, que não soube escolher a hora de certa de sair dos holofotes vorazes da mídia, como Jorge Benjor e o Ultraje a Rigor. Sem contar o risco de ter uma adolescência equivocada, já que tudo o que ela faz se torna notícia.
Teve critico aí - leia-se "Lúcio Ribeiro" - que chegou a fazer estardalhaço em cima de um tal Overcoming Folk Trio (se não me falha a já carcomida memória), um projeto que reuniria Mallu, mais o vocalista Helio Flanders, do chatíssimo - e injustamente cultuado por meia dúzia de descerebrados - grupo Vanguart, mais o baixista do Forgotten Boys, como se fosse o marco zero do surgimento de um supergrupo! E tudo não passava apenas de uma brincadeira de três moleques tocando versões toscas de Bob Dylan, Neil Young e Tom Waits! Pô, faça-me o favor!
De certa forma, Mallu e seu pai/empresário tomaram atitudes pertinentes, como chamar o produtor Mario Caldato Jr. (que fez fama a partir de seu trabalho com os Beastie Boys) para dar uma lapidada nas canções bastante cruas da menina. Ainda não ouvi todas as faixas do disco, mas algumas delas trazem sim um avanço em relação às tosqueiras que ela vinha apresentando até então. Sim, ela está crescendo. E tomara que aí esteja o segredo do alto potencial pop de seu futuro. Você pode achar que sou um cara que nada contra a corrente, mas, por enquanto, ela é apenas uma menina exótica com um gosto musical acima da média.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Carta do morto pobre
UM PROGRAMA DE HOMICÍDIO
Carta do morto pobre
Bem. Agora que já não me resta qualquer possibilidade de trabalhar-me (oh trabalhar-se! não se concluir nunca!), posso dizer com simpleza a cor da minha morte. Fui sempre o que mastigou a sua língua e a engoliu. O que apagou as manhãs e, à noite, os anúncios luminosos e, no verso, a música, para que apenas a sua carne, sangrenta pisada suja - a sua pobre carne o impusesse ao orgulho dos homens. Fui aquele que preferiu a piedade ao amor, preferiu o ódio ao amor, o amor ao amor. O que se disse: se não é da carne brilhar, qualquer cintilação sua seria fátua; dela é só o apodrecimento e o cansaço. Oh não ultrajes a tua carne, que é tudo! Que ela, polida, não deixará de ser pobre e efêmera. Oh não ridicularizes a tua carne, a nossa imunda carne! A sua música seria a sua humilhação, pois ela, ao ouvir esse falso cantar, saberia compreender: "sou tão abjecta que dessa abjeção sou digna". Sim, é no disfarçar que nos banalizamos porque ao brilhar, todas as cousas são iguais - aniquiladas. Vê o diamante: o brilho é banal, ele é eterno. O eterno é vil! é vil! é vil!
Porque estou morto é que digo: o apodrecer é sublime e terrível. Há porém os que não apodrecem. Os que traem o único acontecimento maravilhoso de sua existência. Os que, de súbito, ao se buscarem, não estão... Esses são os assassinos da beleza, os fracos. Os anjos frustrados, papa-bostas! oh como são pálidos!
Ouçam: a arte é uma traição. Artistas, ah os artistas! Animaizinhos viciados, vermes dos resíduos, caprichosos e pueris. Eu vos odeio! Como sois ridículos na vossa seriedade cosmética!
Olhemos os pés do homem. As orelhas e os pêlos a crescer nas virilhas. Os jardins do mundo são algo estranho e mortal. O homem é grave. E não canta, senão para morrer.
Carta do morto pobre
Bem. Agora que já não me resta qualquer possibilidade de trabalhar-me (oh trabalhar-se! não se concluir nunca!), posso dizer com simpleza a cor da minha morte. Fui sempre o que mastigou a sua língua e a engoliu. O que apagou as manhãs e, à noite, os anúncios luminosos e, no verso, a música, para que apenas a sua carne, sangrenta pisada suja - a sua pobre carne o impusesse ao orgulho dos homens. Fui aquele que preferiu a piedade ao amor, preferiu o ódio ao amor, o amor ao amor. O que se disse: se não é da carne brilhar, qualquer cintilação sua seria fátua; dela é só o apodrecimento e o cansaço. Oh não ultrajes a tua carne, que é tudo! Que ela, polida, não deixará de ser pobre e efêmera. Oh não ridicularizes a tua carne, a nossa imunda carne! A sua música seria a sua humilhação, pois ela, ao ouvir esse falso cantar, saberia compreender: "sou tão abjecta que dessa abjeção sou digna". Sim, é no disfarçar que nos banalizamos porque ao brilhar, todas as cousas são iguais - aniquiladas. Vê o diamante: o brilho é banal, ele é eterno. O eterno é vil! é vil! é vil!
Porque estou morto é que digo: o apodrecer é sublime e terrível. Há porém os que não apodrecem. Os que traem o único acontecimento maravilhoso de sua existência. Os que, de súbito, ao se buscarem, não estão... Esses são os assassinos da beleza, os fracos. Os anjos frustrados, papa-bostas! oh como são pálidos!
Ouçam: a arte é uma traição. Artistas, ah os artistas! Animaizinhos viciados, vermes dos resíduos, caprichosos e pueris. Eu vos odeio! Como sois ridículos na vossa seriedade cosmética!
Olhemos os pés do homem. As orelhas e os pêlos a crescer nas virilhas. Os jardins do mundo são algo estranho e mortal. O homem é grave. E não canta, senão para morrer.
Um poema de ódio
A fada verde é puta barata...
dessas que dizem sim com apenas um copo de cerveja.
Mas o Senhor da Floresta sempre preferiu a segurança de seus doendes que uma noite sem pesadelos.
Sempre preferiu cozinhar cogumelos que adentrar em gargantas líricas de gigantes impudicícios...
Vê se me arranja uma aliança pra enfeitar(e enfiar) o dedo médio (bem grande pra você).
A vida é sórdida e eu também.
Ah como sonho ser humana.
dessas que dizem sim com apenas um copo de cerveja.
Mas o Senhor da Floresta sempre preferiu a segurança de seus doendes que uma noite sem pesadelos.
Sempre preferiu cozinhar cogumelos que adentrar em gargantas líricas de gigantes impudicícios...
Vê se me arranja uma aliança pra enfeitar(e enfiar) o dedo médio (bem grande pra você).
A vida é sórdida e eu também.
Ah como sonho ser humana.
Conversas indecentes...
Vagner says:
diante do mar o cansaço é um outro sol que me abrasa
as tuas desditas sempre me foram caras
que adianta deambular pelas casas dos signos
se o vento que dobra os prédios é ensurdecedor?
a vida é um carrossel tumultuado
apenas nos sonhos somos organizados
Letícia says:
E daí?
Vagner says:
réplica (esperando a tréplica) rsrs
diante do mar descalço as botas...
(a fada verde sempre foi uma puta cara)
vê se me arranja um vaso lírico
e o vento dá a volta...
a vida é um cogumelo podre
ah como sonho ser iluminado!
Letícia says:
A fada verde é puta barata...
dessas que dizem sim com apenas um copo de cerveja.
Mas o Senhor da Floresta sempre preferiu a segurança de seus doendes que uma noite sem pesadelos.
Sempre preferiu cozinhar cogumelos que adentrar em gargantas líricas de gigantes impudicícios...
Vê se me arranja uma aliança pra enfeitar(e enfiar) o dedo médio (bem grande pra você).
A vida é sórdida e eu também.
Ah como sonho ser humana.
"bom dia meu amor, te adoro mais do que tudo nessa vida.bj da july quiteria."
Vagner says:
Você acha realmente que consegue me ridicularizar?
Você acha realmente que consegue me fazer parecer um ridículo covarde diante de mim mesmo? Está enganada. Você não sabe de onde vim, você não sabe por que passei nem tudo que passou por mim. Estou de saco cheio dos teus protestos de amizade irritados e atrapalhados. Só me responda uma coisa: onde estava você quando passei por problemas dificílimos, e precisei de ti, como quem no deserto precisa pelo menos de um copo d’água para molhar a garganta? Você sabe ao menos do que eu estou falando?
A minha força continua igual. Não me perdi de mim mesmo. Se faço rondas do lado de fora de mim é porque sei o que posso e o que não posso.
Fiz a minha escolha. Não me lancei inconscientemente na vida que agora tenho. Que você sabe a respeito disso? E que escolha você fez até hoje? Sou plenamente senhor do meu destino, arrosto a vida sem medo, não tento escapar. Se procuro portas, são aquelas interiores, que me permitirão verter para fora tudo o que tenho de melhor. Não tenho tempo para perder com o que não vale a pena.
Por favor, sossegue com essas críticas, estou realmente cansado. Exercite a paciência, e tente alcançar um pouco de sabedoria. Uma sabedoria que vá um pouco além do psitacismo das frases dos autores que você gosta.
Então é só isso.
Não encontrei a tal fórmula da felicidade simplesmente porque ela não existe.
Já quanto a você não ser convidada: você se retirou da festa antes que a mesma chegasse ao fim, antes do Parabéns; esteve nela apenas para comer uns docinhos, e em seguida deu no pé. Você nem viu o drama que se passava por trás do painel festivo com estampa de palhacinhos engraçados.
Mas tudo bem. Não faz sentido ficar falando muito.
Letícia says:
E você sempre com esse discurso: Oh você me abandonou...
Nunca te abandonei...você que não conseguia conviver com o fato de se afastar...
Nosso afastamento (isso ja foi comprovado cientificamente) foi completamente necessario...tao necessario que hj vc é casado e tem um filho lindo e outro que ta pra nascer.Coisa que talvez nao seria possivel se nao tivessemos nos afastado.
Eramos viciados na companhia um do outro (você muito mais do que eu)e isso nunca nos fez bem.Você do seu lado preferiu me ofender com palavras mordazes que ter paciência e esperar nosso reconciliamento.Preferiu me atacar...e dai é que eu me afastei definitivamente.
Quando é que você vai enxergar isso?
O que vc queria ? que eu continuasse afagando os teus tormentos no meu colo por mais tempo?Você deve estar ferido...e com isso quer me ferir a qualquer custo (como sempre gostou de fazer).
Agora quanto a mim , eu nunca deixo de assumir que você foi um marco na minha vida.E nunca vou dizer que você esteve na minha vida de passagem...como quem quer comer os docinhos?Alias que docinhos que comi?
Nunca fez sentido ficar falando muito...tudo o que devia ser dito ja foi dito muitas vezes e há muito tempo.
Um abraço
Nossa amizade não foi sempre muito amarga?...Te digo uma coisa VAgner...nada do que você diga vai me ferir...simplesmente por que sei que tudo isso nao passa de vingança.Ja me acostumei com as tuas armas...inventa outras.Você não masi me provoca (e tavez isso seja muito bom).
A unica coisa que me interessa é a verdade, que você me apresente pra tua belissima esposa, e que eu conheça o teu filho.Nao consigo entender como isso pode ser um problema.Volto a falar: voce esta do lado bom dessa historia, pra vc é muito facil dizer que me queixo a toa.Eu nao peço a você que desfaça de sua familia e va viver da sua arte...de maneira nenhuma.Alias posso dizer que invejo a sua segurança sentimental ( e tambem financeira).
Agora so pra finalizar...vamos deixar de lado essa coisa de emails, scraps, poesias, encontros em bares e o diabo a quatro...Se desejar me procure na companhia da sua esposa para esclarecermos tudo...
Agora se isso pra você é mais trabalhoso do que esquecermos todos os momentos felizes ( e infelizes) que passamos, vá em frente ...me esqueça e finja que nunca me conheceu.
É triste...mas saberei conviver com isso...afinal de contas prefiro não tê-lo as custas de mentiras...
diante do mar o cansaço é um outro sol que me abrasa
as tuas desditas sempre me foram caras
que adianta deambular pelas casas dos signos
se o vento que dobra os prédios é ensurdecedor?
a vida é um carrossel tumultuado
apenas nos sonhos somos organizados
Letícia says:
E daí?
Vagner says:
réplica (esperando a tréplica) rsrs
diante do mar descalço as botas...
(a fada verde sempre foi uma puta cara)
vê se me arranja um vaso lírico
e o vento dá a volta...
a vida é um cogumelo podre
ah como sonho ser iluminado!
Letícia says:
A fada verde é puta barata...
dessas que dizem sim com apenas um copo de cerveja.
Mas o Senhor da Floresta sempre preferiu a segurança de seus doendes que uma noite sem pesadelos.
Sempre preferiu cozinhar cogumelos que adentrar em gargantas líricas de gigantes impudicícios...
Vê se me arranja uma aliança pra enfeitar(e enfiar) o dedo médio (bem grande pra você).
A vida é sórdida e eu também.
Ah como sonho ser humana.
"bom dia meu amor, te adoro mais do que tudo nessa vida.bj da july quiteria."
Vagner says:
Você acha realmente que consegue me ridicularizar?
Você acha realmente que consegue me fazer parecer um ridículo covarde diante de mim mesmo? Está enganada. Você não sabe de onde vim, você não sabe por que passei nem tudo que passou por mim. Estou de saco cheio dos teus protestos de amizade irritados e atrapalhados. Só me responda uma coisa: onde estava você quando passei por problemas dificílimos, e precisei de ti, como quem no deserto precisa pelo menos de um copo d’água para molhar a garganta? Você sabe ao menos do que eu estou falando?
A minha força continua igual. Não me perdi de mim mesmo. Se faço rondas do lado de fora de mim é porque sei o que posso e o que não posso.
Fiz a minha escolha. Não me lancei inconscientemente na vida que agora tenho. Que você sabe a respeito disso? E que escolha você fez até hoje? Sou plenamente senhor do meu destino, arrosto a vida sem medo, não tento escapar. Se procuro portas, são aquelas interiores, que me permitirão verter para fora tudo o que tenho de melhor. Não tenho tempo para perder com o que não vale a pena.
Por favor, sossegue com essas críticas, estou realmente cansado. Exercite a paciência, e tente alcançar um pouco de sabedoria. Uma sabedoria que vá um pouco além do psitacismo das frases dos autores que você gosta.
Então é só isso.
Não encontrei a tal fórmula da felicidade simplesmente porque ela não existe.
Já quanto a você não ser convidada: você se retirou da festa antes que a mesma chegasse ao fim, antes do Parabéns; esteve nela apenas para comer uns docinhos, e em seguida deu no pé. Você nem viu o drama que se passava por trás do painel festivo com estampa de palhacinhos engraçados.
Mas tudo bem. Não faz sentido ficar falando muito.
Letícia says:
E você sempre com esse discurso: Oh você me abandonou...
Nunca te abandonei...você que não conseguia conviver com o fato de se afastar...
Nosso afastamento (isso ja foi comprovado cientificamente) foi completamente necessario...tao necessario que hj vc é casado e tem um filho lindo e outro que ta pra nascer.Coisa que talvez nao seria possivel se nao tivessemos nos afastado.
Eramos viciados na companhia um do outro (você muito mais do que eu)e isso nunca nos fez bem.Você do seu lado preferiu me ofender com palavras mordazes que ter paciência e esperar nosso reconciliamento.Preferiu me atacar...e dai é que eu me afastei definitivamente.
Quando é que você vai enxergar isso?
O que vc queria ? que eu continuasse afagando os teus tormentos no meu colo por mais tempo?Você deve estar ferido...e com isso quer me ferir a qualquer custo (como sempre gostou de fazer).
Agora quanto a mim , eu nunca deixo de assumir que você foi um marco na minha vida.E nunca vou dizer que você esteve na minha vida de passagem...como quem quer comer os docinhos?Alias que docinhos que comi?
Nunca fez sentido ficar falando muito...tudo o que devia ser dito ja foi dito muitas vezes e há muito tempo.
Um abraço
Nossa amizade não foi sempre muito amarga?...Te digo uma coisa VAgner...nada do que você diga vai me ferir...simplesmente por que sei que tudo isso nao passa de vingança.Ja me acostumei com as tuas armas...inventa outras.Você não masi me provoca (e tavez isso seja muito bom).
A unica coisa que me interessa é a verdade, que você me apresente pra tua belissima esposa, e que eu conheça o teu filho.Nao consigo entender como isso pode ser um problema.Volto a falar: voce esta do lado bom dessa historia, pra vc é muito facil dizer que me queixo a toa.Eu nao peço a você que desfaça de sua familia e va viver da sua arte...de maneira nenhuma.Alias posso dizer que invejo a sua segurança sentimental ( e tambem financeira).
Agora so pra finalizar...vamos deixar de lado essa coisa de emails, scraps, poesias, encontros em bares e o diabo a quatro...Se desejar me procure na companhia da sua esposa para esclarecermos tudo...
Agora se isso pra você é mais trabalhoso do que esquecermos todos os momentos felizes ( e infelizes) que passamos, vá em frente ...me esqueça e finja que nunca me conheceu.
É triste...mas saberei conviver com isso...afinal de contas prefiro não tê-lo as custas de mentiras...
Promiscuidade
Numa floresta densa de amores perdidos e achados ,
brinco com o desejo e com as leis morais.
Não me amedronto
Espero qualquer coisa deles todos:
Um poema, um samba, um sorriso aberto.
Minto até pra mim mesma e me divirto com os corpos incandescentes.
É bem verdade que de tempos em tempos choro de solidão.
E sinto falta de qualquer um deles ao meu lado-cor...
Mas depois tropeço em seus pés vaga-lumes.
brinco com o desejo e com as leis morais.
Não me amedronto
Espero qualquer coisa deles todos:
Um poema, um samba, um sorriso aberto.
Minto até pra mim mesma e me divirto com os corpos incandescentes.
É bem verdade que de tempos em tempos choro de solidão.
E sinto falta de qualquer um deles ao meu lado-cor...
Mas depois tropeço em seus pés vaga-lumes.
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