Rasguei os versos
Contidos e incontidos
Preditados e prevaricados
Pra vê se me acalmava
Meus versos me entretinha
Me salvava
Rasguei os versos
Pra vê se me divertia
Um pedaço de hóstia na boca de um leão
Sofri horrores
Rasguei os versos
e depois o corpo.
Quem de nós duas é a mais voluptuosa?...e quem de nós duas a mais sapiente?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pérola Calma
Pelo vislumbre das sombras indecisas
Pelo vociferar de recém nascidos
Pelas dialéticas de leões famintos
Aprendi a me acoitar
Mulher não seria
A uma infanto interna estou condenada
Emergi das cinzas
Desuni os pontos.
Nos adoráveis Andes
Sentindo um frio glacial
Gozei de um pique-nique metafísico
Alegrei as casas soturnas e te convidei pra dançar.
As músicas eram estranhas
meio que indigestas;
ou náuseabundas!
Mas ainda assim...
dançaste graciosamente
com passos sincronizados
Voavas como uma gaivota virgem
Cuspias um liquido dourado e entorpecente,
Que eu bebia, morbidamente
e deliciosamente...
me punha bêbada.
E a tal pérola calma
Se desiquilibrou
E agora chóra de desespero
Ela se perdeu nas próprias angústias
Se perdeu no tempo
Se esquece de sua idade.
A tal pérola calma
Se desmitificou
Se tornou densa e oculta.
O tempo todo ocupada com conjecturas.
Pelo vociferar de recém nascidos
Pelas dialéticas de leões famintos
Aprendi a me acoitar
Mulher não seria
A uma infanto interna estou condenada
Emergi das cinzas
Desuni os pontos.
Nos adoráveis Andes
Sentindo um frio glacial
Gozei de um pique-nique metafísico
Alegrei as casas soturnas e te convidei pra dançar.
As músicas eram estranhas
meio que indigestas;
ou náuseabundas!
Mas ainda assim...
dançaste graciosamente
com passos sincronizados
Voavas como uma gaivota virgem
Cuspias um liquido dourado e entorpecente,
Que eu bebia, morbidamente
e deliciosamente...
me punha bêbada.
E a tal pérola calma
Se desiquilibrou
E agora chóra de desespero
Ela se perdeu nas próprias angústias
Se perdeu no tempo
Se esquece de sua idade.
A tal pérola calma
Se desmitificou
Se tornou densa e oculta.
O tempo todo ocupada com conjecturas.
O Sacrílego
Elegante
Me trouxe à vida,
Há muito perdida nos botecos solitários
Há muito envolvida com perdições mundanas.
Há muito procurando sem sucesso
o que tu me deste tão despreocupadamente.
O teu gemido me era música
Tua boca semi-aberta ecoava o ares da volúpia.
Ecoava o teu mistério!
E tu, me ludibriavas todo o tempo!
Tu fazias quimar em doce quentura
Fazias teimar em doce loucura.
Em ti via surgir , o que de mim se espanta.
E sem crer no que fazer, me ordenava o sacripanta:
-Me devore por inteiro, puta ou santa.
Me trouxe à vida,
Há muito perdida nos botecos solitários
Há muito envolvida com perdições mundanas.
Há muito procurando sem sucesso
o que tu me deste tão despreocupadamente.
O teu gemido me era música
Tua boca semi-aberta ecoava o ares da volúpia.
Ecoava o teu mistério!
E tu, me ludibriavas todo o tempo!
Tu fazias quimar em doce quentura
Fazias teimar em doce loucura.
Em ti via surgir , o que de mim se espanta.
E sem crer no que fazer, me ordenava o sacripanta:
-Me devore por inteiro, puta ou santa.
Á beira abissal
Uma bela cabeleira prateada
Pouco delirante;
Tal como o penacho de uma cacatua
Olhos vivos e miúdos que revelam mansidão
De fronte saudos e convidativa
Me alucinou o ventre
Me alegrou os rins!
Tinha gemido como uma cousa impura
Tinha a boca escancarada
E alegre, e molhada e devassa;
Una e santa boca
Me engolia e me inchava.
Ecoava o mesmo som das trombetas celestes apocalípticas
que me arrancava das garras satânicas.
Em breves instantes
Uma vastidão de volúpias tátaras
Ou divinas
Dessas que se tem medo de sentir
Uma comoção descomunal.
Uma vivaz plantação de petúnias.
Idólatra àquele corpo sutil
Àqueles gemidos lugubres
Àquela boca descancarada
Tudo se ordenava e se tinha sentido.
Com o espírito arrebatado por um alívio extraordinário,
presa de alegres e obstinadas suputações,
Sentia a dança de petúnias em meu ventre!
Com que proveito e crescentes delícias
destrinchava meus infernos!
Cativavas meu coração sem ofenderes meu espírito!
Pouco delirante;
Tal como o penacho de uma cacatua
Olhos vivos e miúdos que revelam mansidão
De fronte saudos e convidativa
Me alucinou o ventre
Me alegrou os rins!
Tinha gemido como uma cousa impura
Tinha a boca escancarada
E alegre, e molhada e devassa;
Una e santa boca
Me engolia e me inchava.
Ecoava o mesmo som das trombetas celestes apocalípticas
que me arrancava das garras satânicas.
Em breves instantes
Uma vastidão de volúpias tátaras
Ou divinas
Dessas que se tem medo de sentir
Uma comoção descomunal.
Uma vivaz plantação de petúnias.
Idólatra àquele corpo sutil
Àqueles gemidos lugubres
Àquela boca descancarada
Tudo se ordenava e se tinha sentido.
Com o espírito arrebatado por um alívio extraordinário,
presa de alegres e obstinadas suputações,
Sentia a dança de petúnias em meu ventre!
Com que proveito e crescentes delícias
destrinchava meus infernos!
Cativavas meu coração sem ofenderes meu espírito!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Enlace Trevesco
Ignoto!
Parecia-me tripudiar no Lago dos Cisnes
Parecia-me carneficina em templos cristãos.
Via crostas e cristos se enlaçarem nas amendoeiras
Sonhei que me deparava
com tua testa cravada com uma estaca.
E te rias como criança satisfeita.
Sonhei com teu miserável corpo langue
Se esvaindo em sangue
Sonhei contigo descendo pelo ralo
E rindo...
E ria um riso bondoso
Um riso gosmento
Salivava mais que um bode
Ou uma vaca
Morbidamente...
E a tua pupila inchava
E exorbitava
Brilhava, lacrimejava
Parecia-me um retardado
Que morria bobo alegre
Tua camiseta era verde
Tua calça bege era verde
Teu chapéu, teus óculos
Teu sexo era verde
Parecia-me tripudiar no Lago dos Cisnes
Parecia-me carneficina em templos cristãos.
Via crostas e cristos se enlaçarem nas amendoeiras
Sonhei que me deparava
com tua testa cravada com uma estaca.
E te rias como criança satisfeita.
Sonhei com teu miserável corpo langue
Se esvaindo em sangue
Sonhei contigo descendo pelo ralo
E rindo...
E ria um riso bondoso
Um riso gosmento
Salivava mais que um bode
Ou uma vaca
Morbidamente...
E a tua pupila inchava
E exorbitava
Brilhava, lacrimejava
Parecia-me um retardado
Que morria bobo alegre
Tua camiseta era verde
Tua calça bege era verde
Teu chapéu, teus óculos
Teu sexo era verde
Missiva para Roberto

Misturei tudo aquilo
Aquelas coisas que tanto diz loquaz
Barbas ruivas...tens mestria em meus pensados.
Pra quê tudo se tenho teus pronomes?
Amo o trem das três que me leva ao teu berço;
Amo aqueles ditos e polidos,
E verdades que conduzem e coeficiam
Minhas pernas e asas curtas.
Ilustre!
Varre o portal.
Prediz em vasta elegância e seduz
Com as escritas cristianas.
Acende um cigarro
e me pergunta sobre a plivalência cósmica.
Entristeci!
Não guardei as festas de guarda.
Acordei assim
Acordei assim
Com um sentimento invejável de bem viver...
Odiada ou não, olho o espelho e vislumbro um arco-íris
Mais ou menos amigos?Pouco importa...
Tenho estado louca ultimamente...e apaixonada por mim mesma...
Critico-me
Elogio-me
Abasteço-me
Deixo nas mesas de bar as angústias...
E nos domingos tomo inúmeros banhos de sol.
Escurece um lado de mim?Quão bom é não ser tão clara.
Tenho vivido bem afinal.
Com um sentimento invejável de bem viver...
Odiada ou não, olho o espelho e vislumbro um arco-íris
Mais ou menos amigos?Pouco importa...
Tenho estado louca ultimamente...e apaixonada por mim mesma...
Critico-me
Elogio-me
Abasteço-me
Deixo nas mesas de bar as angústias...
E nos domingos tomo inúmeros banhos de sol.
Escurece um lado de mim?Quão bom é não ser tão clara.
Tenho vivido bem afinal.
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