Tubérculo comestível
Legume é o nome
O que quero tanto na boca
Pra sentir
Pra comer
Pra beber em volumes
Vasto campo verde,
Este que comercializo
Este mesmo o de sempre
O mesmo que tanto falta
O que quero
O que desejo
Abrir
Legume com dedos e olhos
Trava-línguas
Cerestas, serenatas
Poesias e poesias
Valas, valões, ventiladores
De dores, de dores
De ais e uis
De olhos virados
Suor que cai da testa
E salvem a América
Legume de campo verde
Que também é cor de legume
Verdes plurais
Verdes de verde de cabelo
Verde, verde
Vê-de, vê-de
De-ver, de-ver
Pára ó legume
Dentro dos rins
Transcende!
Triplifica
Trovador
Três
Treco, troço, traste
Quem de nós duas é a mais voluptuosa?...e quem de nós duas a mais sapiente?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Frases recortadas de Clarice Lispector
Minhas desiquilibradas palavras são o eixo de meu silêncio.Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas-escrevo por profundamente querer falar.Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio"
"Eu que sou tudo isso devo por sina e trágico destino só conhecer e experimentar os ecos de mim, por que não capto o mim propriamente dito."
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível de fazer sentido.Eu não quero é uma verdade inventada."
"Sou implícita.E quando vou me explicar perco a úmida intimidade."
"Vou te falando e me arriscando a desconexão.Sou subterraneamente inatingível pelo conhecimento."
"Voltei.Estou pensando em tartarugas.Uma vez eu disse por pura intuição que a tartaruga era um animal dinossáurico.Depois é que vim ler que é mesmo.Tenho cada uma.Um dia vou pintar tartarugas.Elas me interessam muito.Todos os seres vivos que não o homem são um escândalo de maravilhamento e sobrou muita matéria prima - it - e formaram-se então os bichos.
"A ausência de Deus é um ato de religião."
"Só o errado me atrai, eu amo o pecado, a flor do pecado."
"AH viver é tão desconfortável.Tudo aperta: o corpo exige , o espírito não pára, viver é parecer ter sono e não poder dormir - Viver é incômodo - não se pode andar nu , nem de corpo nem de espírito."
"Eu que sou tudo isso devo por sina e trágico destino só conhecer e experimentar os ecos de mim, por que não capto o mim propriamente dito."
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível de fazer sentido.Eu não quero é uma verdade inventada."
"Sou implícita.E quando vou me explicar perco a úmida intimidade."
"Vou te falando e me arriscando a desconexão.Sou subterraneamente inatingível pelo conhecimento."
"Voltei.Estou pensando em tartarugas.Uma vez eu disse por pura intuição que a tartaruga era um animal dinossáurico.Depois é que vim ler que é mesmo.Tenho cada uma.Um dia vou pintar tartarugas.Elas me interessam muito.Todos os seres vivos que não o homem são um escândalo de maravilhamento e sobrou muita matéria prima - it - e formaram-se então os bichos.
"A ausência de Deus é um ato de religião."
"Só o errado me atrai, eu amo o pecado, a flor do pecado."
"AH viver é tão desconfortável.Tudo aperta: o corpo exige , o espírito não pára, viver é parecer ter sono e não poder dormir - Viver é incômodo - não se pode andar nu , nem de corpo nem de espírito."
Destroços
Do coração do trem fantasma
Sangue
Sangue cênico
Sangue de veias
Vi o sangue jorrar
Paredes, quatro
Acentos, chapéus de palha
Ela ainda endividada
Com céus e terras
Terras quentes
Ela vivendo o inferno
Morte, ela vestindo
Do coração do trem fantasma,
Jorrava sangue
E o sangue não era mais cênico
Era volúvel , proeminente
Era divino e onipotente
De ímpar paladar
As portas se abriam
Ranger de dentes
Lastimas gritantes
Do coração do trem fantasma
Jorrava sangue
E o sangue não era mais cênico.
Sangue
Sangue cênico
Sangue de veias
Vi o sangue jorrar
Paredes, quatro
Acentos, chapéus de palha
Ela ainda endividada
Com céus e terras
Terras quentes
Ela vivendo o inferno
Morte, ela vestindo
Do coração do trem fantasma,
Jorrava sangue
E o sangue não era mais cênico
Era volúvel , proeminente
Era divino e onipotente
De ímpar paladar
As portas se abriam
Ranger de dentes
Lastimas gritantes
Do coração do trem fantasma
Jorrava sangue
E o sangue não era mais cênico.
Alegria de Macumba
Ó alegria
Alegria esta que varre
Ruas e avenidas sujas
Me incolumiza
Me resoluta
Alegria de minhas vísceras
Alegria do peito que não arde
Prontifica
Viabiliza
Alegria saltitante
Quimera de macumba
Vasta alegria
Alegria plural
Ímpar e volátil
Esta é a ...
Prece, voz, corpo, euforia.
Paraliza e une
Alegria, alegria
Façamos alegria
Comemos alegria
Corporifiquemos alegria
Vasta, única, presente
Alegria!
Alegria esta que varre
Ruas e avenidas sujas
Me incolumiza
Me resoluta
Alegria de minhas vísceras
Alegria do peito que não arde
Prontifica
Viabiliza
Alegria saltitante
Quimera de macumba
Vasta alegria
Alegria plural
Ímpar e volátil
Esta é a ...
Prece, voz, corpo, euforia.
Paraliza e une
Alegria, alegria
Façamos alegria
Comemos alegria
Corporifiquemos alegria
Vasta, única, presente
Alegria!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Casa arrumada...por fim...
Me tornei sediciosa de pequenas vinganças...
como um telefonema anônimo,
ou uma pedra na janela,
ou trocar a lata de açucar por uma de sal...
Me tornei sedenta de mim mesma......
Não sei mais que amor eu tenho...
Não sei nem se existe amor...
Me arrumei bonita de frente ao espelho
e me encontrei com um moço de chapéu de lado...
Mas ele me mentiu e disse que era pra eu manter a casa arrumada...
afinal de contas ele voltaria e não gostaria de encontrar a casa em desespero...
Disse a ele que não arrumo casas nem que me paguem todo dinheiro do mundo...
Ele simplesmente sorriu e me deu uma rosa...
No dia seguinte lhe mandei um buquet de flores e lhe disse que o amava...
Mas ele me disse que não costuma ficar com gente que não mantem a casa arrumada...
Fiquei emputecida mas não chorei...
E só de raiva arrumei a casa.e não quis mais seu "Canto".
*ARTE DE SAS CRISTIAN
E só de raiva arrumei a casa.e não quis mais seu "Canto".
*ARTE DE SAS CRISTIAN
Bola pra frente...(yahoo)
A verdade é uma só, garotas: a gente não esquece pessoas que foram tão importantes na nossa vida, mesmo quando elas nos fizeram sofrer como o cão.
A boa notícia é que a gente não esquece, mas supera. E se lembra de outras coisas: de como somos fortes e merecemos mais. Lá na frente, fica difícil lembrar porque pastamos tanto, e as boas recordações se transformam em fotos num álbum da memória, que você vê sorrindo - mas depois guarda de novo no fundo do armário e segue a vida.
Como se faz isso? Enfrentando. Dói muito perder um amor, seja levando um fora, seja desistindo dele. O Caio Fernando Abreu, um escritor gaúcho, disse uma vez que a dor de perder alguém em vida é pior do que a dor da morte, porque é o nunca mais de alguém que se poderia ter, já que está vivo e por perto.
A gente costuma só fazer bobagem nessa hora. Planejamos vinganças que nunca iremos concretizar - ou, pior, que tentamos. Fazemos piada, apontando todos os defeitos que, enquanto estavam ao lado, não incomodavam tanto assim. Arranjamos outros casos ou beijamos estranhos na balada. Temos recaídas, ligamos pra dizer as coisas que ficaram no ar, cedemos sob a ilusão de que foi só dessa vez, ou que é só sexo, ou que foi a última. Ficamos obcecadas em pensar no que deu errado, no que poderíamos ter feito, no que deveríamos esclarecer. Dizemos que nunca mais, quando sabemos que, no fundo, queríamos dizer sim. E por aí afora.
Digo isso porque, bem, já tentei esquecer uma boa meia dúzia de pessoas. E não fica mais fácil a cada novo fim, e cometo as mesmas bobagens, sabendo que não deveria. Esquecer é impossível, mas conviver com as lembranças às vezes dói tanto que é mais fácil voltar atrás. Engano. Não é. Devem existir exceções, que não conheço pessoalmente, mas na maioria das vezes o fim é o fim, e qualquer tentativa de recuperar o tempo, o afeto ou os sonhos perdidos só nos arrasta ladeira abaixo.
Pois bem. Número um: assuma a dor. Coisas morrem quando se perde um amor: aquela parte da gente que acreditava no final feliz, a paixão que parecia tão certa, os momentos felizes que não se repetirão, a companhia com quem nos habituamos. Tentar se enganar com soluções práticas do tipo cortar o cabelo e comprar roupas novas, ou cair nos discursinhos de sou-mais-eu não tapa o buraco. Melhor dizer, em voz alta, pro espelho e para quem mais puder ouvir, que sim, estamos sofrendo. Chorar, gritar, socar o travesseiro. E nos dar esse tempo de luto, feito de silêncio, de reflexão, de recolhimento - e não de gestos impulsivos movidos pelo desespero, que não podem trazer de volta quem se foi nem nos fazer sentir melhor a longo prazo.
Depois, vem a reconstrução. Quando vivemos próximas demais de alguém, a vida muda, fica dupla. É hora de lembrar nossas necessidades. Quais eram nossos planos antes da história começar? O que deixamos para trás nessa relação? Não precisamos ter alguém ao lado para estar inteiras. Esse buraco que fica é um vazio só nosso, que preenchemos com pessoas a título de amor. Errado. Precisamos tapá-lo sozinhas, resolvendo nossas carências, enfrentando nossos medos, nos tornando pessoas completas. Por nós e pelas nossas próximas relações: quem precisa de alguém para ser feliz não o será, nem sozinha, nem com companhia nenhuma.
E sim, táticas práticas, como tirar as lembranças de perto, ir a lugares que não estão marcados pela história, mudar de sala, de emprego, de cidade até, arranjar um caso novo, isso tudo pode ajudar por um tempo. Mas não podemos fugir de nós mesmas, e nenhuma mudança externa resolve se não evoluímos por dentro. Pode-se aprender com a perda, mas somos nós quem temos que tirar essa lição.
Quanto tempo leva? Tudo demora quando temos pressa, mas tenho uma teoria. Uma vez fui a um endocrinologista, querendo emagrecer dez quilos nos dois meses que faltavam para o verão. Ele me perguntou quanto tempo levei para engordar. Um ano, respondi. E o que ouvi foi o seguinte: você não vai conseguir perder dez quilos de forma saudável - e permanecer magra - em um tempo menor do que aquele que levou para engordar. Seu corpo e sua cabeça precisam de tempo para se adaptar a um novo estilo de vida.
Pensando nas minhas histórias de fim, percebo que para superar levei o mesmo tempo que precisei para chegar ao auge da paixão. Às vezes uns meses, às vezes anos. E, como nas dietas, tive que dizer não para mim mesma - e para os outros - muitas vezes. Como nas dietas, pensei em desistir, dar uma escapadinha ou fazer loucuras. Mas, quando acreditei que a vida de antes não valia mais a pena, consegui reunir forças para continuar. E cheguei lá: sem a dor dos homens que perdi, sem os quilos que ganhei. Boa sorte.
A boa notícia é que a gente não esquece, mas supera. E se lembra de outras coisas: de como somos fortes e merecemos mais. Lá na frente, fica difícil lembrar porque pastamos tanto, e as boas recordações se transformam em fotos num álbum da memória, que você vê sorrindo - mas depois guarda de novo no fundo do armário e segue a vida.
Como se faz isso? Enfrentando. Dói muito perder um amor, seja levando um fora, seja desistindo dele. O Caio Fernando Abreu, um escritor gaúcho, disse uma vez que a dor de perder alguém em vida é pior do que a dor da morte, porque é o nunca mais de alguém que se poderia ter, já que está vivo e por perto.
A gente costuma só fazer bobagem nessa hora. Planejamos vinganças que nunca iremos concretizar - ou, pior, que tentamos. Fazemos piada, apontando todos os defeitos que, enquanto estavam ao lado, não incomodavam tanto assim. Arranjamos outros casos ou beijamos estranhos na balada. Temos recaídas, ligamos pra dizer as coisas que ficaram no ar, cedemos sob a ilusão de que foi só dessa vez, ou que é só sexo, ou que foi a última. Ficamos obcecadas em pensar no que deu errado, no que poderíamos ter feito, no que deveríamos esclarecer. Dizemos que nunca mais, quando sabemos que, no fundo, queríamos dizer sim. E por aí afora.
Digo isso porque, bem, já tentei esquecer uma boa meia dúzia de pessoas. E não fica mais fácil a cada novo fim, e cometo as mesmas bobagens, sabendo que não deveria. Esquecer é impossível, mas conviver com as lembranças às vezes dói tanto que é mais fácil voltar atrás. Engano. Não é. Devem existir exceções, que não conheço pessoalmente, mas na maioria das vezes o fim é o fim, e qualquer tentativa de recuperar o tempo, o afeto ou os sonhos perdidos só nos arrasta ladeira abaixo.
Pois bem. Número um: assuma a dor. Coisas morrem quando se perde um amor: aquela parte da gente que acreditava no final feliz, a paixão que parecia tão certa, os momentos felizes que não se repetirão, a companhia com quem nos habituamos. Tentar se enganar com soluções práticas do tipo cortar o cabelo e comprar roupas novas, ou cair nos discursinhos de sou-mais-eu não tapa o buraco. Melhor dizer, em voz alta, pro espelho e para quem mais puder ouvir, que sim, estamos sofrendo. Chorar, gritar, socar o travesseiro. E nos dar esse tempo de luto, feito de silêncio, de reflexão, de recolhimento - e não de gestos impulsivos movidos pelo desespero, que não podem trazer de volta quem se foi nem nos fazer sentir melhor a longo prazo.
Depois, vem a reconstrução. Quando vivemos próximas demais de alguém, a vida muda, fica dupla. É hora de lembrar nossas necessidades. Quais eram nossos planos antes da história começar? O que deixamos para trás nessa relação? Não precisamos ter alguém ao lado para estar inteiras. Esse buraco que fica é um vazio só nosso, que preenchemos com pessoas a título de amor. Errado. Precisamos tapá-lo sozinhas, resolvendo nossas carências, enfrentando nossos medos, nos tornando pessoas completas. Por nós e pelas nossas próximas relações: quem precisa de alguém para ser feliz não o será, nem sozinha, nem com companhia nenhuma.
E sim, táticas práticas, como tirar as lembranças de perto, ir a lugares que não estão marcados pela história, mudar de sala, de emprego, de cidade até, arranjar um caso novo, isso tudo pode ajudar por um tempo. Mas não podemos fugir de nós mesmas, e nenhuma mudança externa resolve se não evoluímos por dentro. Pode-se aprender com a perda, mas somos nós quem temos que tirar essa lição.
Quanto tempo leva? Tudo demora quando temos pressa, mas tenho uma teoria. Uma vez fui a um endocrinologista, querendo emagrecer dez quilos nos dois meses que faltavam para o verão. Ele me perguntou quanto tempo levei para engordar. Um ano, respondi. E o que ouvi foi o seguinte: você não vai conseguir perder dez quilos de forma saudável - e permanecer magra - em um tempo menor do que aquele que levou para engordar. Seu corpo e sua cabeça precisam de tempo para se adaptar a um novo estilo de vida.
Pensando nas minhas histórias de fim, percebo que para superar levei o mesmo tempo que precisei para chegar ao auge da paixão. Às vezes uns meses, às vezes anos. E, como nas dietas, tive que dizer não para mim mesma - e para os outros - muitas vezes. Como nas dietas, pensei em desistir, dar uma escapadinha ou fazer loucuras. Mas, quando acreditei que a vida de antes não valia mais a pena, consegui reunir forças para continuar. E cheguei lá: sem a dor dos homens que perdi, sem os quilos que ganhei. Boa sorte.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Carta ao poeta...
Você veio e transformou o que era sem vida...
o que era sem cor
e sem sentido...
Me apaixonei pelo seu brilho
Me alegrei pelo seu espírito
Amei tudo o que de você fluía...
Tive tantas sensações indizíveis...
Tantos calores...
Tantos sonhos...
Tantas alforrias...
Tantos ditos e não ditos...
Mas enfim acordei...
Acordei de um sonho lindo e perfeito!
Sonho esse que me rasgou as entranhas
o coração
a pele
os olhos...
Sofri,chorei,e quase morri...
Quis não mais existir...
Mas sobrevivi e cantei...
Cantei ao SOl,á Lua..
"Ao vinho quente do coração"
Cantei só de sacanagem á tua morte,ao teu sangue e á tua embriaguez!
E depois de todo canto...ri de desespero...
Esqueci de tudo...
Me vesti de parafernalhas...Me maquiei e inventei 14 máscaras...
Me iluminei de luzas coloridas...
Por tanto tempo nem lembrava do teu nome...
da tua face...
do teu "Canto"...
"Novos amores surgiram..."
"Novos corpos se encontraram..."
"Novas lágrimas caíram..."
"Novas dores se curaram..."
Então certo dia,me lembrei da tua doce imagem fátua "
Tua imagem que ,já não mais me fazia sentido,já não mais me fazia tremer,já não mais me entristecia...
uma simples imagem que se perdeu em meio a um emaranhado de pensamentos "neo-croncretos"...
Passei a te perceber como um homen qualquer...um homen feito de carne ,feito de desejos,mentiras de sonhos e outras coisas...
Um homen como eu...
Perdoi-te!
Perdoei algo que não precisava de nenhum perdão.
Mas perdoei...só pra satisfazer meu ego...
Perdoei algo tão tolo e bobo...
Fui egoísta e é só isso!
Orgulhosa talvvez...
E muito pueril...
Mas hoje enxerguei que te amo de verdade ,sem os "mimos"da carne...
Sem as "vontadezinhas"da alma...
Sem os "empertigamentos toscos" do coração.
Te amo por que você é um reflexo de mim...
Por que me vejo em você...
Por que você...(aqui peço para me apoderar de tuas próprias palavras)
...é lindo por dentro e por fora...
Por que você me dá motivos pra ser feliz com um simples abraço...
o que era sem cor
e sem sentido...
Me apaixonei pelo seu brilho
Me alegrei pelo seu espírito
Amei tudo o que de você fluía...
Tive tantas sensações indizíveis...
Tantos calores...
Tantos sonhos...
Tantas alforrias...
Tantos ditos e não ditos...
Mas enfim acordei...
Acordei de um sonho lindo e perfeito!
Sonho esse que me rasgou as entranhas
o coração
a pele
os olhos...
Sofri,chorei,e quase morri...
Quis não mais existir...
Mas sobrevivi e cantei...
Cantei ao SOl,á Lua..
"Ao vinho quente do coração"
Cantei só de sacanagem á tua morte,ao teu sangue e á tua embriaguez!
E depois de todo canto...ri de desespero...
Esqueci de tudo...
Me vesti de parafernalhas...Me maquiei e inventei 14 máscaras...
Me iluminei de luzas coloridas...
Por tanto tempo nem lembrava do teu nome...
da tua face...
do teu "Canto"...
"Novos amores surgiram..."
"Novos corpos se encontraram..."
"Novas lágrimas caíram..."
"Novas dores se curaram..."
Então certo dia,me lembrei da tua doce imagem fátua "
Tua imagem que ,já não mais me fazia sentido,já não mais me fazia tremer,já não mais me entristecia...
uma simples imagem que se perdeu em meio a um emaranhado de pensamentos "neo-croncretos"...
Passei a te perceber como um homen qualquer...um homen feito de carne ,feito de desejos,mentiras de sonhos e outras coisas...
Um homen como eu...
Perdoi-te!
Perdoei algo que não precisava de nenhum perdão.
Mas perdoei...só pra satisfazer meu ego...
Perdoei algo tão tolo e bobo...
Fui egoísta e é só isso!
Orgulhosa talvvez...
E muito pueril...
Mas hoje enxerguei que te amo de verdade ,sem os "mimos"da carne...
Sem as "vontadezinhas"da alma...
Sem os "empertigamentos toscos" do coração.
Te amo por que você é um reflexo de mim...
Por que me vejo em você...
Por que você...(aqui peço para me apoderar de tuas próprias palavras)
...é lindo por dentro e por fora...
Por que você me dá motivos pra ser feliz com um simples abraço...
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